sábado, 11 de abril de 2009

O Cristianismo e a Humanidade


A semana que antecede à Páscoa, festa de origem judaica e inserida na liturgia cristã e reverenciada no mundo ocidental e em pequenos vilarejos de outras partes do planeta como uma semana santa, pois simboliza toda uma entrega feita por um homem, neste caso Jesus Cristo e sua suposta morte para uma dita salvação da humanidade, ou de uma suposta alma, elemento primariamente estudado e citado em textos filosóficos por Sócrates(470-399 ac) e Platão(428/27 ac) e incorporado nos textos bíblicos através da história por escritores religiosos cristãos.


Em recente conversa sobre religiosidade, fiquei surpreso em ver quanto o segmento dito evangélico é desprovido em sua grande maioria de conhecimento geral do mundo. Ao citar o papel que o Francês João Calvino(1509-1564) exerceu no processo de difusão do chamado protestantismo, os presentes se quer sabiam quem foi ele, isso fica claro que os livros de histórias não estão sendo consultados como deveriam, nem pelas ovelhas e muitos menos pelos pastores.

Quando eu vejo um chamado evangélico dizer que aceitou JESUS fico a pensar se o mesmo têm compreensão histórica sobre como se deu o processo de cristianização do ocidente ou se ele compreende que este fato e outros que se sucedem em nosso meio primariamente o faz como contexto cultural hereditário.

A religião romana originariamente se baseava nas tradições gregas, de caráter politeísta e com deuses que assumiam formas humanas. Com a expansão do Império Romano, sua cultura foi absorvendo elementos culturais de outros povos, e a partir do Século III em razão de várias crises as religiões de modo geral se expandiram pelo Império, dentre elas uma surgida no Oriente Médio, na Palestina, que tinha o nome de CRISTIANISMO, onde seu suposto fundador, foi considerado pelos seguidores como sendo filho de deus.

Com descrito, o Século III no Império Romano foi de crises de todas as ordens, e esse momento propiciou uma religião que se popularizou entre pobres e ricos, que foi o cristianismo. Neste período se deu a sucessão de Diocleciano, Imperador, e isso desencadeou uma crise entre generais e Constantino sairia vitorioso devido apoio recebido pelos cristãos. Esse apoio fez com que Constantino, desse liberdade de culto a esse segmento e colocou fim as perseguições, assim, reorganizou o Império.

Em 380, o imperador Teodósio, aconselhado pelo bispo de Milão, tornaria o cristianismo religião oficial do Estado romano, neste sentido, os cultos ditos pagãos foram abolidos em 392, o cristianismo se tornou religião obrigatória, assim surgia a Igreja Católica Apostólica Romana e comandada pelo papa.

Aprendemos nos livros que a religião do Estado no passado era aquela que o imperador ou rei era seguidor, sendo assim, todos que viviam sobre aquele reino, teria que assumir esse preceito, e assim o foi até o surgimento dos chamados Estados mordemos. Quando uma pessoa diz que aceito essa ou aquela religião, ele precisa observar princípios geográficos, históricos e culturais, pois se o Brasil tivesse sido " descoberto" por chineses ao invés de portugueses, que fizeram parte do Império romano, não teríamos uma base cristã. Ao dizer que Jesus Cristo é o homem mais conhecido no mundo, isso é o cristãos dizem, não se pode levar em consideração essa colocação, pois se eles se quer conhecem João Calvino, demonstram pouco conhecimento geral, pois Jesus é conhecido no mundo oriental da forma que pensa os seguidores do cristianismo, Buda, Maomé, Bhama, Helena Petrovina Bravasti é conhecido no ocidente na mesma proporcação, e sabemos que não são, e nem por isso suas missões não foram importantes, porém, com ressalva, aqueles que sito como oriundo do orientes, existem escritos que comprovem sua existência históricas, ao contrário de Jesus Cristo, sempre envolto em fábula e história, que poderiamos dizer que é ESTÓRIA, a começar do seu nascimento vindo de uma virgem, mas isso, deixaremos para outro artigo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário