sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

A JUVENTUDE E AS DROGAS.


O Brasil passa por um dos momentos mais difíceis de sua história, digo isso, pois cresci ouvindo o jargão que o Brasil era um país do futuro, pois se apostavam em sua juventude para realizar esse grande feito, no entanto, hoje, fico na dúvida se de fato ele chegará, pois aqueles que deveriam ser seu alavancador, estão se perdendo para diversas drogas que estão no mercado, desde da chamada lícita como para incílita, e é ai que mora de fato o perigo, pois dentre ela está o CRACK, uma droga com capacidade de viciar em até 4 semanas de uso e não vejo nossas autoridades tão preocupadas em tentar resolver essa que já é uma questão de saúde pública nacional.

Tenho vivido como ativista social esses momentos, e o que elas fazem com nossa juventude, no bairro em que moro em Belford Roxo, Baixada Fluminense há quase 34 anos a se completar em 10/01/2010 vivenciei nos bairros vizinhos a violência que sempre acorreram por este motivo, se eu for enumerar aqui os jovens que já morreram ou que se perderam por esse motivo, não haveria espaço para uma lista tão imensa, entretanto, uma pergunta não quer calar, o que de fato levam nossa juventude para esse caminho? Em alguns casos acredito ser a ausência de uma família de fato, até mesmo um senso de culpa por algo de ruim que tenha acontecido, que não deveria se impultado a nenhum ser e sim a fatalidade, reconheço que isso é antigo, isto é, o uso de intorpecentes, já tivemos até guerra entre impérios, China e o Reino Britânico no século XVIII quando a Rainha Vitória declarou guerra aquele país pela questão do ÓPIO.

Agora o problema me parece pior, a chegada do CRACK um derivado da COCAÍNA, têm acabado com famílias e vidas em todas as classes sociais e grupos étnicos, neste sentido, essa droga e perversamente democrática, e isso nos deixa preocupado, pois não vejo por parte das autoridades um grande empenho em barrar essa situação. Achar que as drogas é especificamente uma questão de polícia ao meu ver é um grande e ledo engano, lamento que o Sr. Ex- presidente FHC só descobriu isso agora, após sua saída da Presidência da República, pois encabeça um forum mundial que discuti o fim do tratamento penal para dependente químicos, o que concordo.

Os telejornalismo brasileiro têm feito diversas reportagens sobre o tema e o que constatamos é que a grande massa dos dependentes são jovens entre 12 e 25 anos em média e de ambos sexos, muitos moradores de rua, ou melhor, vivendo nas ruas, pessoas humanas vivem em casas,ou deveriam, e também de classe média, o que corrobora com nossa opinião sobre o caráter democrático desse mau que precisa melhor ser estudo pelos órgãos competentes, se é que eles existem, para entender melhor o fenômeno. Combater as drogas entre a juventude, em nossa opinião passa por adotar uma política de saúde pública a começar pelas escolas e bancos universitários, pois todos sabem que esses espaços se constituem em locais referenciais dos traficantes, colocar matéria no programa pedagógico com referências as drogas é fundamental, dará aos jovens e seus responsáveis a possibilidade de conhecer melhor o inimigo que nos rodam, pois a repressão acaba dando a sensação de que o proibido têm algo de bom que não querem que descubramos, mera ilusão, contudo, os jovens assim pensam, se lembra de nós na infância, eles não são diferentes, são até melhores que fomos, pois tem acesso às informações que não tínhamos, pena que não usam assim tão bem.

Enfim, saber quem são, onde estão e fazendo o quê e com quem, fazem parte deste questionário da vida em relação as drogas, pois não podemos fazer desta juventude uma geração perdida, acredito fielmente que eles são vítimas da sociedade e não ao inverso, e vou além, esse não é um problema somente de seus familiares e de toda sociedade.

Nota Especial. As fotos contida neste texto são de espaço chamados CRACOLANDIAS, no Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Elas representam o momento atual do Brasil, espero que minhas simples palavras façam dispertar em que ler esse blog e específicamente esse registro, que a hora de lutar contra isso já passou, não podemos perder para as drogas as pessoas que amamos, mesmo que elas, em algum momento da sua insanidade não consigam ver claramente isso com seus próprios olhos.

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