domingo, 3 de julho de 2011

2011 OS AFRODESCENDENTES EM FOCOS NO CENÁRIO MUNDIAL



A Organização das Nações Unidas - ONU determinou que este ano fosse o ano dos afrodescendentes no mundo, a determinação desta data que não é apenas comemorativa e sim de muita reflexão em relação a contexto dos africanos desafricanizados em todo o mundo, e que nada a ONU tem feito para mudar este cenário, pois os países que mandam nesta organização são aqueles que diretamente foram responsáveis pelo processo de escravidão deste ser humanos no mundo todos, ou responsáveis por fomentá-la ou acirrar o preconceito étnico contra nossa gente, por isso, não vejo com bons olhos esta determinação da ONU, pois acredito que mudança alguma irá acontecer nos países onde os afrodescendentes são parcela importante no contexto demográfico destes países, neste sentido, cito: Brasil e os Estados Unidos das Américas, principalmente este que até a Década Sessenta não concedia aos afroamericanos os direitos civis.



Serei ousando aqui em falar um pouco sobre a vida dos afrobrasileiros cujo a vida em nada se diferencia dos seus irmãos espalhados pelo mundo. Somos o maior país de afrodescendentes no mundo, alguns dizem que somos o maior país negro fora da África, digo sempre que discordo, pois na África não tem negro e sim africano, exceções são os brancos, que pra lá foram para saquear e explorar aquele território. Parece-me uma contradição histórica o que a imprensa brasileira propôs para este ano a criação de prêmio nacional de direitos humanos onde o líder que cederia seu nome para este prêmio foi ABDIAS NASCIMENTO, um líder que durante sua existência lutou que mundo vice o africanos e seus descendentes como ser humano e não algo a parte deste mundo, para nossa tristeza, neste ano, o perdemos em 24/05/2011, aos 97 anos. A luta de povo negro no Brasil não se limitou aos Quilombos, aos saírem de sua terra mãe os africanos já ali resistiam a esta o pressão, em sua viagem para terras que seriam o Brasil, muito de nossos antepassados se suicidavam, ou morriam de tristeza, pois não aceitavam aquela condições. A vida triste destes africanos no Brasil era dura, tratados como animais, ou pior que estes, as suas vidas muitas das vezes se quer chegavam aos 40 anos, um sociólogo chamado Gilberto Freire, pago pelas elites, escreveu um livro chamado: CASA GRANDE E SENZALA que norteou as formações intelectuais das elites brasileiras que até hoje o exaltam, o mesmo declarou que a vida dos escravizados aqui até que não eram ruim, e que os acoites que muitos sofrem, aconteceram porque os mesmos fugiam, como si isso não fosse um direito universal do homem, a liberdade e a dignidade, sobre nossas negras, abusadas pelos senhores de engenho, ele dizia, que as mesma, para viveram longe da senzalas, seduziam estes senhores ou seus filhos, que é uma inverdade, o mesmo se que fala sobre os abusos por estas sofridas, que geraram diversos filhos por eles tratados como bastardos.



Agora, vivendo os primeiros anos do Século XXI uma pergunta não se cala! Este ano mudará o que em nossas vidas? País como nosso que discrimina diariamente os afrodescendentes promoverá alguma mudanças seguinificativas nas políticas públicas proposta nas casas Legislativas e Executivas? Particularmente eu não acredito, basta analisar o atual governo, quantos negros possuiu cargo de ministro, até o órgão ligado a política étnica/racial não passa de secretaria. Não acredito que a ONU no alto de sua preocupação, demonstrado durante o conflito de Ruanda, contrário a de Cosovo, onde ela apoiou a intervenção da OTAN fará algo pra que este cenário mude. a África e seus filhos continuaram sendo tratado como cidadão terráqueo de quinta categoria, contudo, caberá a nós mudarmos este cenário, no país como nosso, onde somos 80 porcentos da população, não precisamos ouvir o que os brancos ou mestiços acham que precisamos ouvir, somos forte suficientes para elegermos nossos representantes, contudo, até nossa consciência eles nos tiraram, mas, caberá a cada um de nós, olharmos para o passado, pra vida de ABDIAS dos NASCIMENTOS e através de seus exemplos, lutáramos para que nossos filhos e filhas possam construir uma realidade diferente deste que hoje observamos não que muitos de nós não lutemos pra mudar, que os futuros governantes deste país tenham a verdadeira cara dele, e não uma mentira posta como verdade em uma recente pesquisa genética onde o "cientista" disse que somos mais europeus do que africanos, as elites amaram esta besteira, que se quer foi publicada numa revista séria. Espero que este ano faça o mundo a acordar e aprender a respeito o diferente, sabendo ele que ser diferente não siguinificará ser exatamente igual a ele, acho que isso é que eles ainda não aprenderam.

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