
A mudança de ano suscita nas pessoas diversos sentimentos que fico a imaginar de onde nascem e com tanta imaginação se levarmos em consideração as realidades que vivenciamos em nossos dia a dia, onde as vidas destas pessoas estão regadas às dificuldades que normalmente nos tira o belo prazer de sorrir das coisas mais simples e bela que a vida nos proporciona.
Ao nascermos, fazermos aniversários, ao concluirmos nossos estudos ou ao nos despedirmos de pessoas que normalmente não voltaremos a vê-las muito em breve, desejamos ou nos desejam muitas felicidades e neste sentido um questionamento sempre me vem à mente, o que venha a ser essa tal FELICIDADE, que muitas vezes parece ser algo onde conceitos e preceitos se constituem em fatos concretos e universalizados.
Se perguntarmos a uma parcela das pessoas que conhecemos QUAL O SENTIDO REAL DA VIDA, acredito que muitas irão expor seus pensamentos e concerteza nenhuma das exposições nos dará uma resposta concreta sobre isso. Como não sou religioso, acredito que este sentido não o recebemos por herança GENÉTICA ou por DETERMINISMO, compreendo que decisões que tomamos na vida seja no campo ideológico ou político é que irão determinar a história que iremos escrever e que será vista por outrem como ponto de referência talvez a ser seguido, este é meu ponto de vista.
A felicidade pelo que vejo não é um estado permanente de nada, acredito que conquistamos esse sentimento nas realizações diárias de nossa existência, seja no que tange a consumismo que somos levados a fazer, seja no sentimento, que muitos chamam de amor, amor este que EPICURO escreveu, que só transmite felicidade no sexo, a quem ele chamou de EROS, pois acreditava que o amor sem este ingrediente só existia entre amigos e parentes, a quem ele chamou FRAT, e que não seria suficiente para realizarmos essa utopia humana.
Imagine uma criança que nos seus seis anos de vida é atropelada e perde parte de sua mobilidade, a impedindo de brincar normalmente com outras crianças como ela naquelas brincadeiras mais simples, será que poderíamos aceitar que ela é feliz no seu restrito modo de ver a vida. Imagine outra criança onde os pais lhe são retirados aos quinze anos, e ela fica a mercê de sua chamada sorte, outro pensamento mágico humano, poderá essa criança compreender que apesar desta fatalidade ela é capaz de realizar esse sonho, de ser feliz. Acredito que se sua reflexão for baseado nas visões religiosas, você dirá que sim, pois a religião nos remete a um pensamento transcendental a ponto de acreditarmos que nossa filosofia não é o suficiente para nos dar todas as respostas que nossa angústia tanto almeja.
Enfim, se o sentido real da vida é a felicidade que muitos buscam não posso acreditar que a vida que recebi sem pedir e que me será tirada da mesma forma, é uma mera ilusão dos sentidos, no entanto, deixar de viver essa UTOPIA tiraria do ser humano o desejo de continuar a existir. Aprendi num curso que fiz em Direito Social, que a utopia não é um desejo INATINGÍVEL, meus professores me fizeram enxergar que ela nos faz a cada dia chegar próximo daquilo que sonhamos, se a felicidade é uma desta utopia humana, continue a perseguí-la, pois a vida nos ensina que a cada esquina uma nova história poderá ser construída, se acreditar nisso, estará dando um passo real e firme para essa conquista, e com diria o eterno Gonzaguinha: VIVER E NÃO TER A VERGONHA DE SER FELIZ, SONHAR E SONHAR E SONHAR, A BELEZA SER UM ETERNO APRENDIZ.
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