
Não sei se vou ter forças pra escrever sobre este tema, pois ele está diretamente ligado a morte de meu pai neste dia 19 de Abril de 2010. Depois de 86 anos de vida, faleceu neste referido dia o Sr. Manoel, um brasileiro comum, sem instrução, analfabeto, contudo que viveu seus dias com dignidade, ao morrer sobre uma cama, onde agonizava doente há mais ou menos 3 anos sofrendo de ALZAIME e no final de Mal de PARKSON uma dúvida nos veio a cabeça, a vida tem sentido real, por quê uma pessoa que foi tão trabalhadora morreu de forma tão humilhante, apesar de todo conforto que foi proporcionado a ele no final de vida, ele morreu sem ter a noção da vida que levou neste anos, cego há 20 anos, morreu sem saber quem era as pessoas que em sua volta andavam, quem lhe fazia a barba a cada 3 dias, no caso eu, quem lhe dava banho e comida na boca, muitas das vezes a base de mamadeira. Se a vida que teve no seu fim foi humilhante, pelo menos morreu com dignidade, após um banho na parte da manhã, dormiu para sempre, perde nosso pai deste forma foi e está sendo uma experiência que não gostaria de compartilhar com ninguém, contudo, meu coração mais que nunca está apertado, com minha mãe aos 82/3 a se completar em Agosto, nem quero pensar neste dia, como tenho duas filhas pequena para criar, tenho e espero que meus dias sejam longos, contudo, tenho medo desta perda, se sofro agora em não ter meu pai por perto, mesmo sabendo da doença que sofria, espero que minha mãe viva muitos anos além deste momento de dor pela perda paterna, pensar na perda de minha mãe é algo insuportável que do fundo do meu coração digo não estou preparado, mesmo sendo materialista esta perda mexeu profundamente com minhas base, mas ela são imutáveis, e é neste sentido que espero nunca escrever algo a este respeito tão breve, descanse em paz meu pai.


