
Os brasileiros e o mundo tem visto desde do ano passado diversos temporais varrerem Regiões Metropolitanas do Rio de Janeiro, e o que é pior, tirando vidas sem que nenhum de nossos governantes sejam punidos pelos crimes cometidos, sim crime por eles cometidos, e não acasos da natureza, ou irresponsabilidade de moradores destas chamadas áreas de risco. Em Novembro de 2009, uma chuva daquela que só acontece em 20 e 20 anos caiu sobre a Baixada Fluminense deixando 5 municípios inundados, na ocasião como sempre os políticos tentaram jogar na conta da natureza, alguns até do chamado São Pedro, contudo, acredito que é na conta deles que deveria sim ser creditado. Em Dezembro do mesmo ano, véspera de ano novo, novamente outro temporal inundou essa mesma região, o que veio se repetir em Janeiro de 2010, essas chuvas que seriam normal em alguns lugares, aqui é responsável por tragédias que se repetem anos a anos, sem que as dita excelência dessem uma solução definitiva a esse problema, o que normalmente assistimos e esses pseudospolíticos jogarem sobre os ombros dos que moram, em nosso caso ribeirinho, a responsabilidade dessas tragédias, entretanto, acreditamos que é deles, que se omitem no momento de exercerem a função que a sociedade lhe deram.
Passado esse momento da Baixada Fluminense, o Estado do Rio de Janeiro volto a viver momento de tristeza, as chuvas que caíram nesta primeira semana de abril de 2010 no Rio, demonstrou a fragilidade de um estado omisso no que tange as políticas públicas de interesses sociais, neste caso, habitação. O Fórum Nacional de Reforma Urbana e os estaduais, sempre nos apresentam dados concernentes ao déficit habitacional do país, que chega anualmente a 7 milhões de unidades,o que é pior, esse déficit não cai, pois inexiste políticas para o setor, nas três esferas de poder. O governo federal, de 2 anos pra cá, lançou um programa com o nome: MINHA CASA MINHA VIDA, esse governo, que teve todo o primeiro mandato, mais 2 anos do segundo, só naquele momento, pensou numa política para o setor, onde 1 milhão de unidade seria construindo..agora, diante a tragédia acontecida no Rio de Janeiro, em especial em Niterói, vimos os discursos políticos aflorarem o que é lamentável, as vidas perdidas nesta semana e na história, não deveriam ser tratadas da maneira que tem sido, ouvir o prefeito de Niterói, Sr. Jorge Roberto da Silveira dizer que as pessoas por si só deveriam identificar as áreas de riscos, demonstra o despreparo das nossas dita autoridades e fica uma pergunta ? Pra que serve os políticos se eles não cumprem suas funções institucionais.
Não vou aqui me alongar neste pois acredito que as vítimas destas tragédias não merecem tal situação, contudo, quero ressaltar, acredito fielmente que as pessoas que morreram ou não neste episódio são vítimas do poder público que deveriam ser o tutor dos conflitos e não o gerador deles.
Com diria aquela música: " É pau é pedra, é fim do caminho, é um resto de toco, é um toco sozinho, são as águas de Março, Março, agora é a qualquer hora..." que nossas autoridades se lembrem disso.
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