sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Fórum Social Mundial 2009










Após algumas edições feitas fora do Brasil o Fórum Social Mundial retornou a terra onde nasceu. Sinceramente, não sei dizer se houvera em qualquer parte do mundo alguma transformação oriunda das lutas empreendidas a partir do fórum pelos companheiros e companheiras que deles participaram até o presente.
Dizer que este encontro social é uma voz contraponto do outro, neste caso o Fórum Econômico Mundial na Suíça, na minha limitada compreensão é um certo exagero, como militante que sou e que tive a oportunidade de participar de uma edição descentralizada no Rio, acredito que é fundamental pra luta democrática e socialista esse espaço, entretanto, sabemos que o capital faz a roda girar e sem ele, ela pára, e ai lhes faço uma pergunta: como o socialismo resolveria essa questão?
Somos sabedores que a época das revoluções passaram e que num mundo globalizado mesmo um socialista radical, precisa de dinheiro para manter a si e sua prole, por isso, não devemos satanizar e muito menos cristianizar o capital, acredito que sua voracidade se não for mudada destruirá o planeta, o que já assistimos com o aquecimento global, contudo, se conseguirmos unir a força empreendedora, porém destrutiva do capital à nossa transformadora social e fraterna, poderemos criar as possibilidades de perpetuar nossa bela e gananciosa espécie.
Quando me dirijo à cidade do Rio de Janeiro normalmente a negócio, fico a perceber as contradições deste nosso mundo, a capital do nosso estado, centro da economia do mesmo, convive com esses dois lados, dos que têm muito e dos que nada têm, basta reparar debaixo das marquises dos prédios luxuosos daquela cidade. Essa contradição que vivenciamos demonstra claramente que o capital que está sobre a tutela do ESTADO que deveria promover o bem estar geral dos seus cidadões, aparentemente não se importa com a situação de uma parcela importante de sua população que vivem em estado absoluto de miséria e muito longe dos ideais de humanidade que hipocritamente apregoa nossa sociedade cristã. Ao se confrontar norte e sul do planeta neste momento perante os olhos da mídia mundial e num momento de crise, vamos perceber que nesta guerra todos nós sairemos perdedores, o mundo precisa de forma premente resolver a questão da tragédia humana da África e parte da Ásia e América Latina, contudo, se permitimos sermos usados como massas sustentadoras de ideologias que muito pouco mudaram nossas vidas ao longos destes 100 anos, seja pela ótica do capital ou do social, o planeta morrerá e nossas esperanças de perpetuar à espécie, se quer terá alguém para escrever sobre ela, nem nas cavernas que outrora abrigaram nossos ancentrais.

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