domingo, 3 de janeiro de 2010

VERDADE, MENTIRAS E SUBJETIVIDADES


Estamos iniciando um novo ano e muitas vezes começamos fazendo uma limpeza geral em nossos guarda roupas e na própria vida, e muitas das vezes o fazemos com muita dor no coração pelo fato de que renúnciar seguinfica abrir mão daquilo que gostamos ou até amamos, mas,que representa um grande mal em nossa vida.

O mês de Janeiro pra mim é o pior pois ao longo destes anos tenho perdido pessoas que muito representaram pra mim, os amigos e companheiros de luta de movimento. Em 2006 a vida nos tirou o amigo e companheiro Jackson do Griot, morto após um transplante de rins, essa morte até o presente me faz muita falta e acho que o mundo perdeu um grande aliado. Em 2007 após um ano anterior de luta um Aneurisma Celebral matou uma grande militante, Lucinha, em Janeiro seguinte, depois de anos de luta em pré-vestibulares comunitários, uma Hepatite C contraiada há 22 anos quando se tornou mãe matou a grande companheira Beth, isso marcou definitivamente minha vida, mas, vou entrar no contexto deste artigo. Quando construimos relações esperamos que essa/s relações sejam paltada no respeito e na sinceridade, contudo, muitas das vezes não é assim, por isso, em sua maioria não sobrevivem, pois se existe conflitos antes o grau de coerência contido nas observações para melhor fazer uma avaliação do caminho a seguir, isso remete a uma avaliação se aquele relação tem sentido de existir. Temos a certeza ou quase que não existem verdades universais, mais compreendo que uma pessoa mais instruída, pela lógica possui muito mais condições de avaliar um fato que a pouco instruída. Quando uma pessoa fala sobre um determinado assunto ou lhe chama atenção sobre um fato inusitado dentro uma relação, partimos do pressuposto que sua opinião será considerada dentro da lógica da amizade como uma boa contribuição, mais quando não a sinceridade de uma parte, sua observação poderá ser vista como ofensa e invasão, o que pior, quando parte da família contribui para acentuar esse erro, qualquer tentativa de demonstrar a essa pessoa que há um erro dela na condução de sua vida, poderá fazer com que o apoio seja visto como um ato ofensivo a sua privacidade, enfim, não merecedor de crédito.

Numa amizade só podem prevalecer as verdades pois as se mentiras constituirão sempre em alicerces de incompatibilidade entre o que gostaríamos e as regras básicas da boa convivência, dizer que verdade são objeto da subjetividade constitui num grande erro que devem ser avaliado, é real que não existe uma verdade universal, vamos ter que concordar numa coisa, que o minímo de universalização de valores terão que existir entre as pessoas ou grupos para que a relação sobreviva com coerência, tratar adultos como crianças usando a argumentação que os mesmos não são capazes de entender valores éticos e morais por motivos de traumas de infância, na minha compreensão se caracteriza um erro de julgamento que poderá no futuro corroborar para a deteriorização daquele indivíduo, levando o mesmo a se tornar muitas das vezes um elemento deplorável, tirando dele/a a beleza que a natureza sem cobrar nada o ofertou. Uma amizade rompida por causa de conflitos morais, pesará muito mais na consciência daquele/s que se renega a aceitar que vivemos em sociedade, e que esta sociedade exige cumprimento de leis, leis essa que uma parte da sociedade insiste em não seguir.

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