sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Eutanásia, Vida e Morte no meio do debate dos direitos humanos.


Eluane Englaro, jovem italiana que após um acidente de carro entrou em coma há 17 anos suscitou um debate mundial tendo a vida e a morte no centro das atenções, e neste sentido tenho meus questionamentos: A quem de fato pertence a vida, ao indivíduo que a têm ou ao Estado. Por diversos conceitos ideológicos a vida foi, é, e sempre estará no foco de um debate filosófico, religioso e cientifico, e neste sentido a opinião do cidadão que é o dono desse dom se quer é levado em consideração por esses segmentos, deixando claro que tanto para o Estado, à Igreja e à Ciência, nós não passamos de números nos processos estastíticos que os levam a planejarem suas ações no sentido de manterem seus status e poder ao longo dos anos.
No ano passado assistimos no Brasil, no Supremo Tribunal Federal um debate que pra mim nem deveria ter sido feito por um estado laico, entorno da questão das células troncos. O questionamento feito pela Igreja Católica ao STF levou a paralisação de estudos em torno desta questão, no final prevaleceu o bom senso dos magistrados,que liberaram as pesquisas com certas ressalvas, entretanto, uma dúvida ainda continua e talvez nunca será respondida, quando de fato começa a vida e a quem ela pertence. Se a vida pertence ao Estado, acho que teríamos o direito de processá-lo pelos abandonos que assistimos em nossas cidades de muitos cidadões que vivem nas ruas, jogados a sua própria sorte, e pela falta de planejamento das políticas que deveriam promoverem os indivíduos a condição de cidadão e não a de marginais da lei. Também poderíamos acioná-lo pelos assassinatos cometidos pela polícia todos os dias em nossas cidades, como vimos no Rio de Janeiro ontem. Se pertence pela fé a deus, não teria ele o direito de nos tirar sem nos consultarmos, pois não pedimos pra tê-la e nem dela ser tirada.

O caso da italiana Eluane que vive em coma e cuja a família decidiu desligar os aparelhos que à alimenta e a matêm viva, levou movimentos de direitos humanos de toda as linhas se manifestarem entorno da questão, o conselho de ministro do governo italiano até propuseram uma lei que proíbe a prática, contudo o presidente Giorgio Napolitano disse que não irá sancioná-la por ser inconstitucional e deixará a família decidir, o que acho justo, já que a própria não está em condição de fazê-lo.

Se a EUTANÁSIA parece algo desumanos no sentido que vai "matar alguém" , ela deve ser vista como uma atitude humana em dar à alguém que pela ótica da ciência de hoje o direito de aliviar seu sofrimento mediante as condições em que se encontra por uma doença grave e sem cura, onde a pessoa se encontra em estado vegetativo, como Eluane. Muitas pessoas que são contra essa atitude, concerteza reclama pra sim o porque de abrir mão da sua vida por outrem que nem vida útil tem, digo isso como PORTADOR DE NECESSIDADE ESPECIAL, essa hipocrisia humana de defender a vida, quando o que se quer é a morte, neste caso, tem que ser revista, nenhum pensamento pseudoreligioso deveria ser levado em conta nesta hora, a vida é um belo dom, contudo, se essa vida não é vivida com qualidade, não vejo porque mantê-la presa numa caixa que dias menos dias, deixará de existir, que isso seja levado em consideração no momento de julgarmos o que é mais importante pra felicidade de todos envolvidos num dilema desse nível.




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