
O Brasil é reconhecido mundialmente pela sua diversidade étnico e cultural, entretanto, quando observamos a postura de nossas ditas autoridades, compreendemos que eles tratam seus co-cidadões de forma diferenciada e quando esse são de ascendência europeia, percebemos claramente que o Estado brasileiro, adota vários tipos de cidadania, e quando a cor do indivíduo é euro descendente, fica explícito que na visão deles é de primeira classe, deixando para os demais tudo aquilo que resta, se é que restará alguma coisa.
Temos acompanhado na tevê o episódio do caso PAULA OLIVEIRA, brasileira, residente na Suíça, branca e de formação acadêmica, neste caso, advogada, a mesma declarou que foi vitima de Neo-Nasista suíço, que a teria violentado e provocado um aborto dos gêmeos que esperava; a reação da mídia nacional foi espantosa no sentido de crucificar a Suíça como país de barbarie, alguma fizeram até comparação entre o antigo conceito de primeiro e terceiro mundo; o governo brasileiro se manifestou em várias linhas que nunca observei, desde o presidente ao ministro de relações exteriores. O que nos chamou atenção neste caso foi o tratamento que foi dado pelo governo, sempre alheio as questões envolvendo brasileiros no exterior, neste caso, pela repercussão na mídia, adotou um tom de guerra contra um país que historicamente é neutro. Entretanto, o que quero lhes chamar atenção vem no sentido da promoção da cidadania.
Todos os anos assistimos diversos casos de pessoas que saíram do Brasil pra tentar a vida na Europa e que acabam sucumbindo no chamado tráfico de mulheres para prostituição ou até tráfico de órgão para transplante; normalmente, são mulheres negras ou de origem muito pobre de cidades interiorana, neste caso Paula Oliveira, ela é de família classe média, com formação acadêmica e BRANCA, por isso, tanta repercussão sobre o fato.
Passado o primeiro momento do episódio, parece que a história contada pela brasileira não passou de uma mentira ou um fato psicomental, porém, até o momento, não vimos por parte do Estado ou da mídia a chamada MEACUPA. Nós brasileiros precisamos ser visto e tratado como cidadão de primeira ordem. Se queremos viver num país justo e igualitário, precisaremos também fazer parte dos "privilégios" que as elites deste país recebe desse Estado aristocrático, ao tratar esse caso de forma diferenciada do outros, o governo brasileiro deixou claro que pra ele há esses dois tipos de cidadões, e vindo de um governo como do Presidente Lula nos decepciona demais; se de fato queremos um construir um país para todo, o primeiro passo pra isso será dar a todos os mesmos direitos e deveres, pois se assim não for feito, assistiremos mais uma vez o Estado e o Governo se pêgo numa mentira como essa, e com diz o dito popular, mentira tem perna curta ou nariz cumprido, espero que as dos nossos governantes não seja apenas as pernas curtas, pois cara de pau sabemos eles são; já estamos cansados de ouvir promessas que nunca são cumpridas, e como não somos e nem queremos fazer parte dos privilegiados, é bom atentarmos para o pleito de 2010, no que tange a mim, não respaldarei na urna um governo que fez da falácia seu argumento principal,que esse episódio nos levem a reflitir sobre o futuro de nosso país, ou melhor, do país que que espero que um dia seja das minhas filhas,país esse que eles insistem em nos negar.
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