A cenas vistas na tevê ontem onde moradores e policiais se conflitavam nos faz pensar a quem interessa esse embate. Quando estudamos nos livros antigos de segundo grau, o hoje chamado ensino médio, que a polícia é um instrumento do Estado para defender a sociedade, percebemos que isso é pura falácia, pois na prática sabemos a quem ela defende, é óbvio a elite e sua propriedade, por isso, não tenho dúvida sobre real motivo de tal repressão.A linha imaginária que corta nosso planeta, a chamada Linha do Equador, bem que poderia se usada para demarcar nosso contexto urbano, e assim nos permitir analisar melhor nossa realidade social, tanto no Rio de Janeiro como em São Paulo, e neste caso em especial, fica claro que os avanços dessas comunidades carentes sobre áreas ditas NOBRES tem sussitado o ódio dessas elites que veem seus patrimônios desvalorizados pelo fato de estarem próximo a estas comunidades carentes, mesmo tendo em muitos casos seus serviçais morando nestas comunidades.
A Comunidade de Paraisópolis, que possui uma população estimada em 100.000 habitantes, ainda longe de ser comparada a nossa ROCINHA, é fruto da falta de uma política de planejamento urbano de nossas cidades, o déficet habitação no Brasil é estimado em SETE MILHÕES de moradias, o Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social precisa ser visto como algo que poderia amenizar e ou até mesmo erradicar com essa demanda, mas, para isso acontecer, dependeremos de boa vontade política, porém, pelo que vimos ontem em São Paulo, não tenho dúvida por que lado os governantes já optaram, defender os latifundios urbanos me parece neste momento, pré-eleitoral presidencial, dar mais retorno politico do que promover à justiça e a igualdade social e ambiental, por isso, reprimir nossas comunidades carentes passa ser a forma mais clara dos governantes demonstrarem aos seus senhores que estão fazendo exatamente o que eles desejavam quando os elegeram para tal função, sendo assim, não podemos usar de outro pensamento a não ser daquele escritor francês do século XIX, que proferiu a seguinte frase: " Os Governos passam, A Sociedade morrem e à Polícia é eterna." Espero que em nosso caso, um país cheio de contradições e desigualdades, que não seja necessário uma REVOLUÇÃO SOCIAL para que essa história seja mudada, que nossa sociedade, digo elite, repense sua visão de mundo antes que seja tarde pra voltar atrás.
Escritor Francês Honoré de Balzac
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