terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

A Televisão Brasileira e o Processo Ideológico das Elites dominantes.


A televisão em minha visão pode se vista como um dos maiores invento da história da humanidade. Essa invenção que não pode ser creditada a um só país ou pessoa precisou de vários anos para atingir o apogeu a qual chegamos hoje com as chamadas tevês de plasma e digital, que avança para a interativa capaz de fazer o espectador definir até mesmo o final de um filme ou coisa parecida, esta sonho de consumo da maioria de nós, até mesmo deste que vos escreve. No Brasil a primeira transmissão de tevê se deu em 28 de Setembro de 1948, numa partida de futebol em Juiz de Fora, Minas Gerais, pelo leopoldinense Olavo Bastos Freire. Mas, não é a invenção deste magnífico aparelho o objeto de nossa análise e sim o papel que hoje ela exerce dentro do contexto social de todos nós, seja dentro de nossa família ou nas transformações que nossa sociedade a cada dia nos impoem.

Hoje, 10 de Fevereiro, ao meu arrumar com vista a participar de uma reunião de apresentação de representantes dos Comitês de Acompanhamento das Obras do Rio Botas em Belford Roxo, que faz parte de um projeto do PAC Iguaçu, cuja a finalidade é fazer o controle das inundações que a anos assolam várias comunidades neste município, assisti a uma cena da novela da Tevê Record, canal 13 aqui no Rio de Janeiro, chamada: PROVA DE AMOR ,que muito me indignou, pois deu pra perceber, que nossa classe artística, como sempre alienada as questões sociais e política do país, com rara exceção, prefere se aliar aos discursos distorcidos dessa elite fria e calculista brasileira, para se manter empregados, do que usar sua projeção, mesmo não sendo as vezes um (a) grande ator ou atriz, para tentar erradicar o abismo social e racial que fere mortalmente nosso povo através da história.

Na cena referida desta novela , a atriz Patrícia França, que faz uma policial, contracena com um ator coadjuvante num papel de marginal. Nesta cena, ela pedi a esse ator que leia com atenção seu depoimento e depois assine. O mesmo diz à ela que fará isso devagar pois só tinha estudado até o segundo ano do antigo primário. Diante essa informação a personagem da Patrícia França proferiu tal pensamento: " As famílias brasileiras precisam incentivarem seus filhos a estudarem. Elas precisam dizerem a eles que são irão melhorarem de vida através do estudo". A fala dessa personagem nesta novela é tão inverossímil como nosso próprio país, essa fala, na entre linhas, tenta divirtuar a verdade, se esta atriz tivesse a compreensão política, social e racial de nossa sociedade, e se fosse politizada, não faria essa fala pois compreenderia que essas pessoas que hoje se encontram a margem da lei, só estão nesta situação pelo simples fato que o poder constituído deixou de cumprir o objetivo principal de sua existência, que é promover a equidade entre seus indivíduos.


Ao dizer que as famílias pobres e que vivem em condições desumana, posta assim pelos governos, não incentivam seus filhos estudarem, dito isso na novela, reflete no mundo real, e ao meu ver cometem um erro grave de julgamento e deixa claro um profundo preconceito de classe. Acredito fielmente que, se os filhos de nossas elites vivessem nas mesmas condições em que vivem os nossos, não teriam outro caminho a seguir a não ser este. Ao questionar às famílias esquecidas pelos PODER PÚBLICO, onde os país têm que sair de casa cedo para o trabalho, deixando muitas das vezes um irmão mais velho cuidando dos menores, as pessoas deveriam perguntar a nossa classe política: Que país queremos para futuras gerações? A violência que hoje assistimos em nossas cidades, onde as drogas são o ator principal destes conflitos, tem que ser creditadas a falta de projetos dos nossos governantes, que prefere pelo que assistimos no Rio de Janeiro, matar ao educar pra cidadania. Nossas famílias , e ai não posso de deixar de reconhecer o papel de minha mãe e pai, mãe hoje com 81 anos, que chegou a lavar roupas para mais de 20 famílias,e que educou com grandeza sua prole dentro do seu possível, devem ser respeitadas por esses pseudos escritores de teles novelas, ao contrário da elite, que hoje se coloca contrária a qualquer proposta de mobilidade social, pois se essa acontecer, ela irá perder os privilégios que ao longo da história a beneficiou, pois se dependesse dela lutar como nossos pais lutam e lutaram por nos, talvez, estariam eles cometendo crimes mais bárbaros do que eles dizem que nosso esquecidos cidadões teem cometidos, basta estudarem o período do escravismo no Brasil.

Ao negar emprengo a uma pessoa que mora numa região como a minha, Baixada Fluminense, região metropolitana do Rio de Janeiro, usando o fator custo/ônibus, sem que isso seja combatido por nossas ditas autoridades, essa elite está aprofundando ainda mais a desordem social existente, contribuindo assim, para que esse abismo a cada dia fique tão extenso que um dia será suficientimente grande pra engolir a todos nós, independente de classe social, cor ou posição ideológica, à seguir, cenas dos próximos capítulos, plin plin.




2 comentários:

  1. Antes de fazer qualquer comentário sobre o artigo, gostaria de parabenizar o SR: RUI pela iniciativa de escrever sobre nossa Baixada e Principalmente sobre nosso BELFORD ROXO.
    Esta política que foi citada que acontece no estado do Rio de janeiro de enfrentamento que acaba matando inocentes, dentre eles negros e pobres que são os que mais morrem por aqui. Isso que acontece já passou dos limites se tornou um GENOCIDIO das pessoas que moram em comunidades carentes, e se afirma mais e mais a cada dia com o governo de seu SERGIO CABRAL.

    Por:RAFAEL ANDRADE
    A luta e pela causa

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  2. Sobre os preços das passagens eu acho que a sociedade civil deveria se mobilizar. Contra os autos preços das passagens, e pelos maus serviços prestados a nossa sociedade principalmente da Baixada Fluminense.
    Sabemos que o transporte e um dois maiores vetores de segregação da nossa sociedade e como foi dito ele desemprega e exclui.
    Vamos dar um exemplo a praia estar ali para “todos” mais será que com estes altos preços todos podem freqüentar a praia?

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